A poetisa preta.

15:53


Carolina Maria de Jesus é um desses casos que quando você descobre, se pergunta porque não ouviu falar sobre ela antes. É um achado da literatura e não deve ficar escondido.

Nascida em 1914, na cidade de Minas Gerais (de onde saiu aos 17 anos) e, futuramente, moradora de uma favela em São Paulo. Morou nas ruas da cidade junto de seus três filhos, sobreviveu catando lixo até que ganhou uma casa de madeira nas margens do Rio Tiete. Carolina escreveu sobre a sua realidade na favela, em meios a ratos, lixos e dejetos. Escreveu sobre o que vivia de forma poética, tudo guardado em seu fiel diário e conseguiu com que o mundo inteiro se curvasse à ela: Uma mulher negra, semianalfabeta, mãe solo e favelada, que se qualificava como ‘Poetisa Preta’. Carolina foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas que estava escrevendo uma matéria sobre a favela em que a escritora morava.

Seu livro foi traduzido em 16 idiomas para mais de 40 países.  
Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada, é um diário real e deu origem ao seu maior sucesso. Elogiada por Manuel Bandeira, Carolina conquistou admiradores e defensores (já que muitos duvidavam do seu potencial como escritora e do poder das suas palavras.). Mas porque poucos conhecem a escritora mais lida do inicio da década de 1960? Carolina viajou o país e o mundo, lançou CD com marchinhas de carnaval e, em seguida, por causa de sua opinião forte (dizia e acreditava fortemente que a melhor solução para o pobre sair da favela, era ganhando um terreno do governo. Assim teria onde morar e o que plantar). O sistema enterrou qualquer chance da escritora voltar a publicar algum livro e enterrando sua memória. 


Carolina morreu em 1977, em um sítio no interior de São Paulo.



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